Alienação Estatal


Então, disse o homem: A mulher que me deste por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi. Disse o SENHOR Deus à mulher: Que é isso que fizeste? Respondeu a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

Gênesis 03:12-13


Interessante pensar como um texto milenar é tão atual, e como os cristãos têm terceirizado suas ações ao “Estado de Direito”, ao “garantidor” da aquisição de conhecimento, manutenção da saúde, da segurança e até, por incrível que pareça, da previdência.

É comum ouvir cristãos cobrarem do Estado benefícios - fantasiados de direito – pois, pagam os impostos. Não os culpo, mas há ainda aqueles que pensam que o Estado é uma entidade divina e substituem a soberania de Deus (mesmo que inconscientemente) por um deus institucional.


(...) o pacto social dá ao corpo político um poder absoluto sobre todos os seus, e é esse mesmo poder que, dirigido pela vontade geral, recebe, como ficou dito, o nome de soberania.
(...) o corpo político ou o soberano, extraindo sua existência cinicamente da pureza do contrato, não pode jamais obrigar-se, mesmo para com outrem, a nada que derrogue esse ato primitivo, como alienar qualquer porção de si mesmo, ou submeter-se a outro Soberano.
Ora, sendo formado o soberano tão só dos particulares que o compõem, não há nem pode haver interesse contrário ao deles: por conseguinte, não necessita a autoridade soberana de fiador para com os vassalos (...) O soberano somente pelo que é, é sempre tudo o que deve ser.
Pela mesma razão que a torna alienável, a soberania é indivisível.

Do Contrato Social, JJ Rousseau. 1762 (grifo nosso)


Muito provavelmente ao ler o trecho citado do Gênesis você imaginou que falaríamos sobre relação conjugal. Mas vamos falar de outra relação, não voluntária, abusiva, intrusiva, baseada em um contrato fictício e extremamente violenta. Essa descrição, que nunca se adequaria a qualquer pretendente a casamento, está desenhada e fantasiada por instituições, mídias, academia, intelectuais, clérigos - a lista não tem fim - inclusive por Rousseau como sendo divino. O problema é que vemos cristãos embarcarem nessa fantasia e idolatram este Estado Garantidor que, nos escritos de Rousseau pretende substituir Deus como o soberano de nossas vidas.


Assim como Adão e Eva dedicavam à terceiros a causa do seu próprio pecado, nós também dedicamos ao Estado a responsabilidade de nossas necessidades, sejam elas previdenciária, saúde, educação, e quando estes não são correspondido (e de fato nunca serão) culpamos a este mesmo Estado, fazemos orações ao Estado regularmente ao atentarmos às promessas políticas e confiarmos neles na expressão (religiosa) do voto. Quando pecamos na mordomia cristã; da manutenção da nossa própria segurança e de nossa família, ou da nossa própria saúde e da nossa família, ou da nossa própria previdência e da nossa família, assim como educação e nas inúmeras áreas das necessidades humanas, nós culpamos ao Estado por não nos ter assistido adequadamente. Ou seja, o Estado tem sido o que foi Eva para Adão e a serpente para Eva na efetuação do Pecado Original. Nosso erro residi não apenas na negligência da mordomia cristã, mas ainda na terceirização desta ao Estado.


Quando o Estado peca em seu prometido fornecimento e garantias não podemos ir a Deus e dizer: “O Ente que nos destes não foi fiel em cumprir suas promessas”. Pense nisso. O verdadeiro Soberano dividiria sua glória com outro? Não dedique ao Estado a responsabilidade que recai sobre os seus ombros. A mordomia que Deus lhe delegou não pode ser administrado por terceiros. Cuide da sua previdência, faça investimentos; Cuide da sua saúde, não dependa de SUS, deixe de comprar o último iPhone e faça um Plano de Saúde. Não vou me estender mais. Talvez em um segundo texto a respeito.



Oremos para que a sociedade cristã perceba a fantasia na qual está inserida, perceba que o seu Noivo é sim: Perfeito, Puro, Não Intrusivo. Que haja libertação de mentes aprisionadas e dependentes, que os fazem pobre e prisioneiros de um “noivo” que se alimenta não só da produção da noiva, mas que também causa divisões no seio da comunidade cristã. (vide a última eleição). Que assumamos o protagonismo de nossas vidas acreditando e a dedicando ao único Soberano de nossas almas, sabendo que podemos todas as coisas naquele que nos fortalece e não precisamos, nem dependemos do Estado para nos garantir assistencialismos compulsórios e abusivos. Devemos acreditar que é Ele quem pode nos sustentar e nos dar força na busca de nossa independência financeira e, por conseguinte, a nossa previdência, saúde e educação PRIVADA.


Que sejamos perseverantes na busca pelo conhecimento da Palavra de Deus, pois é ela que nos instruirá a seguir por um caminho de liberdade sem precedentes na história das nações. E que a mensagem que trazemos sobre a liberdade alcance mentes já livres a Cristo e que cristãos percebam a verdadeira liberdade que já detêm ao pertencer ao corpo de Cristo.


Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

João 8:31-32



Tags: Alienação Estatal, Cristãos Pela Liberdade, Religião Civil, Rousseau, Contrato Social, Profissão de Fé Puramente Civil, Catecismo do Cidadão, Profissão de Fé Estatal, Moisés, João, Jesus, Cristo, Vida, Liberdade, Propriedade.

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Filipe Dias é CEO do ICPL, um cristão orgulhoso do Evangelho e um pecador envergonhado. Mora no Rio de Janeiro, sua Nação, com sua linda e digníssima esposa.

Amante de Café, Livros, o Club de Regatas Vasco da Gama e Lapiseiras, nessa ordem.

Cristão Reformado Libertário Tomista-Weberiano e apesar de eventuais contradições, em processo de perfeição. É. isso mesmo, Perfeição!

Geógrafo de Formação, Economista por Ambição, Cientista Político por Atração.

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A Liberdade

Ora, o Senhor é Espírito;

aonde está o Espírito do Senhor aí há Liberdade. 

 

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