Socialdemocracia Como Teologia da Prosperidade



Políticos sociais-democratas (que são distintos dos Socialistas Marxistas Ortodoxos) muitas vezes se vendem simplesmente declarando sua visão como a própria solução política. Por exemplo, eles justificam a sua posição sobre financiamento da saúde ou do ensino dizendo que eles querem "saúde e educação gratuita para todos". Sem discutir os meios de atingir esse objetivo, eles simplesmente declaram a realidade utópica como política.


Desta forma, eles são uma espécie de reminiscência da horrenda Teologia da Prosperidade. De fato, os socialistas democráticos se apresentam como “Prosperadores” seculares. Eles desconsideram os meios e concentram-se apenas em fins, apenas naquilo que gostariam de ver no mundo - eles colocam esse grande objetivo como a solução política e acreditam que, por meio de seu papel no governo, podem legislar uma realidade melhor. Se o milagre keynesiano foi definido como sendo a capacidade de usar a inflação para transformar pedras em pão, os socialistas democráticos procuram criar pão ex nihilo.


Mas se a vida fosse assim tão simples, eu não acho que os capitalistas - além dos argumentos morais contra, digamos, roubar e forçar as pessoas a tomarem providências que elas não escolhem - se oporiam às coisas de graça. 


Afinal, a economia nos ensina que, a um preço menor, mais é demandado. Outras coisas como, um preço mais baixo é melhor do que um preço mais alto para o mesmo bem/serviço e, portanto, grátis (sem custo), é melhor do que qualquer outro preço (exceto, é claro, algum tipo de preço negativo). 


De qualquer forma, o problema é que os sociais-democratas no governo, nas campanhas mundiais, na mídia, na indústria da educação e nas plataformas sociais agem como se os capitalistas simplesmente odiassem as coisas de graça.


Mas o capitalista, ciente das leis da economia, escassez, restrição de recursos, variação na preferência do consumidor e a incapacidade de os alocadores dos meios de produção tomarem decisões racionais sob o socialismo, ressalta que o problema não é que não queremos coisas de graça. O problema é como vamos obter, como sociedade (por assim dizer), o seguinte:

  1. Preços mais baixos que permitem maior acesso

  2. Maior qualidade

  3. Bens/serviços que melhor atendam às necessidades e desejos dos usuários

Nós não podemos apenas declarar que vamos ter coisas grátis. Temos que considerar qual sistema se aproxima melhor desses três componentes (entre outros). Não é como se os fins do socialismo (a prosperidade da humanidade) fossem exclusivos do socialista. O capitalista também gostaria de ver tal florescimento. Mas a discordância é sobre os meios de atingir esse fim. Qual sistema tem maior probabilidade de alcançar padrões crescentes de vida para a humanidade?


O socialismo, ao declarar fins utópicos, mas usando o Estado ou a completa extinção da ordem da propriedade privada para alcançar esses fins, resultará em morte, desespero e uma forte reversão dos padrões de vida que surgiram ao nosso redor desde a revolução industrial. O socialismo nomeia o objetivo, reivindica o objetivo e, em seguida, prejudica o objetivo.




Sobre o Autor:

C. Jay Engel

Editor e criador de The Libertarian Reformed. Vivendo no norte da Califórnia com sua esposa, ele escreve sobre tudo, da política à teologia e da cultura à teoria econômica. Você pode enviar um e-mail para reformedlibertarian@gmail.com

0 visualização
A Liberdade

Ora, o Senhor é Espírito;

aonde está o Espírito do Senhor aí há Liberdade. 

 

Receba nossas notificações
Gostou do site? Nos ajude!

VIA PAYPAL

VIA BITCOIN

1PTAEmvui6nqJCUWUF1LpDEthW37Fc17yM

Ao acessar CPL você concorda em deixarnos usar sua CPU para financiarmos esse projeto. Se não concorda, por favor, instale um bloqueador de propaganda. Não queremos que deixe de consumir nosso conteúdo. No entanto, esta contribuição é benvinda e necessária

© 2017 Cristãos Pela Liberdade